“Nunca, antes, na história deste país…”

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Filhos espancando e matando seus pais, pais abandonando seus filhos recém-nascidos dentro de sacolas ou em meio ao lixo, dezenas de mulheres bonitas e inocentes, sendo assassinadas por seus companheiros, tragédias em família traduzidas  por mortes passionais, a fome e a miséria em grande escala, desastres ambientais, como deslizamentos de terra, alagamentos, vulcões em ação, tempestades de neve, entre outras. Este é o mundo ‘anormal’ em que estamos vivendo.

No entanto, o que podemos julgar como anormal? Diante de todas as catástrofes que acompanhamos diariamente nos noticiários do mundo todo, não sabemos mais nem o que julgar o que é anormal ou o que é normal. Para os mais crentes, julgariam como o advento do Juízo Final e para os mais críticos, tudo o que vem ocorrendo, são consequências daquilo que o homem cultivou com suas ações de destruição durante anos, seja por sua ganância ou por sua ignorância.

O que podemos julgar como normal é viver sobre suas próprias perspectivas futuras sem se importar com o que mundo descreve em sua esfera de (a)normalidades. Nossas ações não podem ser deixadas para serem realizadas de acordo com aquilo que autoridades julgam ser certo ou errado. As leis estão aí para serem cumpridas sim, mas porque isso só tem valor sobre uma parcela da população?

Pois vejamos. Cerca de uma semana atrás, tivemos a aprovação no Congresso Nacional do aumento do salário mínimo para o exorbitante valor de R$545,00 (sinta a ironia) . Esse foi o primeiro desafio da presidente Dilma Roussef em seu governo. O próximo, provavelmente será a volta ou não da CPMF. Em entrevista à Ana Maria Braga em seu programa na Rede Globo de Televisão hoje pela manhã, a presidente afirmou, com suas ‘belas palavras sábias’. “Olha Ana Maria, eu acho (como sempre, desde sua campanha presidencial, ela sempre acha; uma presidenta não pode ficar no ‘achismo’) que esta conversa está feita da forma errada. Pra gente saber se precisa ou não precisa de CPMF, ou se precisa ou não precisa de qualquer outra coisa, a gente precisa saber pra quê…”. Ah, desculpe interrompê-la aqui, cara presidente, mas a senhora acha que a carência a qual encontra-se grande parte dos brasileiros neste momento, quer saber de suas teorias? Ainda mais com o absurdo dos reajustes salariais se compararmos o dos políticos com o SM? E a senhora sabe ‘pra quê’ a população precisa de um salário digno? A senhora sabe ‘pra quê’ a população luta por justiça?

Sinceramente, esperava mais de Dilma Roussef, assim como retratei aqui antes das eleições, por apostar em um governo bom, caso fosse eleita uma mulher. Mas ela e sua ‘corja’, continuará no poder por mais 4 anos, quiçá até 8 anos, se partirmos da possibilidade de uma parcela da poupulação reelegê-la, os quais se contentam com as bolsas-auxílios que compram seus votos. De nada adiantam as medidas paliativas, se o Governo Federal não tomar vergonha na cara e partir para medidas dráticas de cortes, por exemplo, na folha de pagamento do governo, ao invés de trazer mais impostos para a população.

Mas, se no fim disso tudo constatar que estamos em um mundo normal, resultado de anos de ações mal pensadas, prefiro julgar-me anormal e viver sobre a minha esfera de anormalidades.

Lívia Catanho

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Tic Tac… TAC TIC?! A bomba-relógio intitulada tempo!

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Olho para o meu relógio e os ponteiros não param. Por mais que a pilha se enfraqueça, ele não para. Sei que um dia vai parar, mas enquanto isso não acontece vejo a vida passar.

É tão sutil a nossa existência neste mundo. Há pouco, éramos crianças, brincávamos de boneca, íamos no parque com nossos amigos e pais, não tínhamos vergonha dos mesmos quando faziam um gesto de carinho em público, nos divertíamos de acordo com aquilo que a nossa imaginação inventava para novas bricadeiras.

Brincar na rua… Ai, ai… Isso era sinônimo de diversão certa. Subir em árvores, pular corda ou amarelinha, rodar pião, jogar bola queimada ou então batata quente, passar anel, telefone sem fio, elefantinho colorido, colecionar e brincar com bolinhas de gude, construir e soltar a própria pipa, estas eram as brincadeiras que estavam mais constantes em nosso dia a dia. O diálogo era composto de duas pessoas, sem aparelhos eletrônicos para intermediar. Não que a tecnologia não auxilie na comunicação interpessoal e na aproximação de pessoas. Mas vamos convir, que muitas vezes as ferramentas da comunicação afastam o convívio das pessoas, afastando-as, assim, de alguma forma.

Nos estudos, fazíamos exaustivas, mas sábias buscas nas grandes enciclopédias, entre elas, a mais conhecida foi a Barsa. Alguns de nossos pais faziam até um sacrifício financeiro para tê-las em casa com o intuito de auxiliar seus filhos nos estudos. Já que estamos no ramo da educação, vamos relembrar também do papel almaço. Ah, nosso querido papel almaço, companheiro de todos os trabalhos e calos gerados por páginas e mais páginas escritas a punho e que nos faziam aprender o verdadeiro significado do aprendizado. Mas quando o trabalho era um pouco mais elaborado e exigia um pouco mais de dedicação, tínhamos os cartazes para fazer. Quantas tardes, nos reuníamos em casas dos amigos para desenhar cartazes impecáveis para uma apresentação mais impecável ainda para a querida professora… E no meio disso tudo? Ah, sempre tinha a mamãe da amiguinha que fazia um delicioso e suculento café da tarde com todas as guloseimas que tu pode imaginar.

Naquele tempo, sei que isso é coisa de velho, mas digo e repito… ‘Naquele tempo’, os ponteiros também não paravam até que a pilha se esgotasse, mas parece que ele passava mais devagar. Será que os minutos se estreitaram? Ou será que o ser humano está desaprendendo a viver com o advento da tecnologia?

As variadas brincadeiras foram substituídas pelo computador com o surgimento, principalmente das redes sociais, prendendo a atenção de crianças e adolescentes a máquinas. As pesquisas baseiam-se no ‘ctrl+c’ e ‘ctrl+v’. Mas e o aprendizado e a educação, onde ficam? Certa resposta! Em segundo plano. As reuniõezinhas em casa para fazer os trabalhos, não acontecem com tanta frequência, primeiro porque temos os bate-papos via internet para resolvermos pequenos entraves e segundo porque já não há mais tantas mamães com tempo livre para supervisionar as crianças em casa e fazer aquele saboroso lanchinho da tarde.

Maquiagem, salto alto, roupas um tanto quanto vulgares e conversas sobre sexo… Tudo isso era coisa de adulto. Bons tempos aqueles em que a única preocupação de ser criança era apenas em ser criança.

Lívia Catanho

Mais que Palavras… SONS & PENSAMENTOS

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O maior clichê de alguém que tem um blog é iniciar um texto assim…

Depois de algum tempo sem postar, resolvi voltar a escrever… Mas não é simples assim, “Resolvi voltar a escrever”.

Escrever é bem mais do que você tirar um tempo de seu precioso dia, sentar-se e tentar achar alguma inspiração para colocar as palavras em ordem e definitivamente escrever um texto.

As palavras não dizem por si só. Elas precisam da existência de uma alma e de mãos habilidosas para serem postas à mesa, ou melhor, no papel.

O maior desafio de um escritor é ver-se diante de uma página em branco. De onde fluem as ideias, de onde surgem as várias linhas escritas? Eu lhes digo uma coisa, elas surgem das entrelinhas do pensamento. Uma alma quando está inquieta, ela se sente prazerosa em escrever. Não há como compartilhar a dor de um coração com alguém, a angústia de uma existência mais do que você e o papel.

A interação alma versus folha em branco é tão grande quanto a existência do ar para um ser vivo continuar com vida. O desafio da folha em branco torna-se um ritual religioso, onde a alma esvai-se do corpo e vai para um lugar longínquo sem saber onde vai parar e sem vontade de voltar.

Logo, não me senti simplesmente na obrigação de voltar a alimentar “um blog”. Mas senti a necessidade de voltar a ter uma experiência em que a sensação da escrita proporciona aos amantes desta prática e que realmente entendem o verdadeiro sentido da arte dos pensamentos e dos sons.

Seja Bem Vindo novamente!

Lívia Catanho

O sol nasceu para todas…

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O mundo vem sofrendo uma grande revolução em diversos âmbitos e que, por vezes, nem paramos para analisar as coisas que acontecem. A conquista da mulher por um lugar de destaque na sociedade é uma das mudanças gradativas vivida num meio social capitalista que se consolidou no decorrer dos anos.

Com as conquistas, eis que chegamos no Brasil, século XXI, mais precisamente no ano de 2010, onde temos referência a duas mulheres candidatas à presidência da República Federativa do Brasil. Nada teríamos a acrescentar neste artigo se não considerássemos a mulher como um ser social. Visto que esta se encaixa neste parâmetro, devemos, sim, trazer à tona a sua vontade de liderar e, independente de segundas intenções, o desejo de melhorar um país.

Os nomes de referência nesta discussão durante este ano eleitoral serão Marina Silva (PV) e Dilma Roussef (PT), candidatas que se declaram capazes de dirigir o país e proporcionar às brasileiras um sentimento de capacidade em ultrapassar fronteiras impostas culturalmente.

A conquista do direito de voto foi árdua e progressiva, como em outros países, mas que valeu a pena. No Brasil, somente no ano de 1932, este direito foi conquistado, mas que não significou uma conquista em todos os âmbitos. Poderíamos dizer que, efetivamente, este direito está sendo conquistado até os dias de hoje.

A caracterização do reconhecimento pela sociedade da inserção das mulheres no meio político, está na lei que foi criada com o intuito de garantir que 30% das vagas cedidas aos partidos políticos pertençam às mulheres. Mas, mesmo assim, muitos partidos não cumprem com a lei ou então simplesmente não conseguem atingir o patamar de 30% de suas vagas. No ano de 2006, por exemplo, elas não passaram dos 14% às vagas eletivas no Brasil.

A participação feminina em cargos políticos é de extrema importância para um país que busca visibilidade mundial. E visto que cerca de 51,5% dos eleitores no Brasil sejam mulheres, segundo o IBGE, esta percepção da “mulher política” torna-se urgente. Sendo assim, já conquistamos alguma coisa, com números que apontam 3 governadoras, 4 senadoras, 46 deputadas federais e 123 estaduais.

Com maior abrangência, chegando à América Latina, encontramos Michelle Bachelet a primeira presidente mulher do Chile e da América do Sul, eleita no ano de 2006. E em 2007, Cristina Kirchner é eleita presidente da Argentina. Mesmo com estas conquistas, ainda temos muitos objetivos a alcançar, pois o preconceito ainda está impregnado em muitas pessoas, tanto homens quanto mulheres.

Algumas questões surgem: será que o Brasil está pronto para eleger uma mulher presidente? Será que há alguma mulher capaz de dirigir um país como o nosso? Sendo a mulher um ser social e, porque não caracterizá-la como um ser político, as indagações são facilmente respondidas. Barreiras sócio-culturais e tabus políticos seriam quebrados por completo com este espaço no cenário político brasileiro, visto que o Brasil encontra-se atrasado em relação a outros países, até mesmo aos nossos vizinhos, os quais já ultrapassaram o limiar da ignorância para um nível de capacidade máxima de inteligência.

Lívia Catanho

Meu Sonho

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Um sonho...

Parei as águas do meu sonho para teu rosto se mirar. Mas só a sombra dos meus olhos ficou por cima, a procurar… Os pássaros da madrugada não têm coragem de cantar, vendo o meu sonho interminável e a esperança do meu olhar. Procurei-te em vão pela terra, perto do céu, por sobre o mar. Se não chegas nem pelo sonho, por que insisto em te imaginar? Quando vierem fechar meus olhos, talvez não se deixem fechar. Talvez pensem que o tempo volta, e que vens, se o tempo voltar.

Cecília Meireles

Amigos, Amigos, Amigos….

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DB – – – slides 3

O Grupo Dom Bosco Junior foi o maior presente de Deus para minha vida… Em todos os sentidos. Obrigada Senhor por colocar estas pessoas no meu caminho. Sei que seu propósito em minha vida é muito maior… Tenho muito mais o que conquistas nesta vida. E tudo é pra ti. Obrigada servos do Dom Bosco Junior. Não tenho nem palavras certas para agradecer… Simplesmente, OBRIGADA!!!

 

Lívia Bonfim Catanho

“O que não se pode explicar aos normais”

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AMO VOCÊ

O amor é complicado mesmo. Perdemos algumas coisas, ganhamos outras. Mas são coisas… Sentimentos… Sei lá exatamente a essência do que fica nesse “indo” e “vindo”.

Um sentimento humano que não sei exatamente se cabe a mim. É um sentimento, como diria o artista “o que não se pode explicar aos normais”.

Os loucos, os aventureiros, os sem medo de se entregar, os que buscam intensidade em viver a vida… Os que realmente não são “normais” são aqueles que são capazes de explicar o que é o amor.

Com você, aprendi a amar! Com você aprendi a perdoar! Com você aprendi a ver o sol que brilha a cada amanhecer e o sol que se põe no fim da tarde! Com você aprendi o verdadeiro significado da vida! Com você aprendi a analisar o brotar de uma flor, seu ciclo e sua poda… a poda que analogicamente é a poda de sentimentos de um ciclo que pode acabar com algo que é tão lindo… mas que no próximo outono florirá!

Com você aprendi que amar é mais do que simplesmente viver com alguém. Amar é ser cúmplice; Amar é viver sem ter medo do que os outros dirão.

Com você tudo é diferente. E pra sempre será. Porque?! Porque eu tenho você e você tem a mim… Eu tenho o seu amor e você tem o meu amor!

Lívia Bonfim Catanho

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