10 Coisas que eu Odeio em Você, MUNDO CRUEL

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1° Adolescentes sem Educação. Principalmente aquele que fica escutando música alta no ônibus, achando que todo mundo tem o mesmo gosto musical deles.

2° Ficar longe das pessoas que mais amo nessa vida, seja família, amigos, namorado e outros.

3° Ler um livro ou ver um filme para fazer alguma prova. Pode ser o melhor filme e/ou livro do mundo, mas quero o fazer por prazer e não por obrigação

4° Falar ao telefone, principalmente quando não conheço a outra pessoa que está falando comigo.

5° Falsidade. (e ponto final mesmo, não interessa o tipo).

6° Ver as pessoas sofrendo por amor, visto que o mundo está carente de amor em todos os sentidos… Não somente o amor de homem e mulher, mas do amor ao próximo. Carência é a doença do século.

7° Traição, pois ela geralmente vêm de pessoas que estimamos de alguma maneira. Traição é golpe baixo.

8° Pessoas que querem, a qualquer custo, fazer valer o seu pensamento, sem escutar o que os outros tem a dizer.

9° Preconceito de todos os tipos, seja por racismo, opção sexual ou qualquer outro. Afinal de contas, Deus deu um umbigo pra cada pessoa cuidar do seu.

10° Corrupção e todos os envolvidos e que ainda aparecem nas grandes mídias com cara de coitado do tipo, “Eu não fiz nada ‘pobraiada’, estão me acusando, mas sou inocente”.



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Um Golpe da Vida

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Eis um relato baseado em fatos reais.

Vi o desespero em seus olhos. Enquanto me falava, as lágrimas escorriam e a dor que sentia em seu coração transparecia em seu olhar. A tristeza e a melancolia foram tomando conta do lugar. Os espaços dedicados ao silêncio em nossa conversa eram constantes. “Como pode uma coisa dessas? Há pessoas que não querem, não desejam estar nessa situação e forçam para que ela chegue ao fim. Mas eu queria, queria muito”.

Mesmo sabendo das consequências e da reviravolta que seria em sua vida, ela desejava ter aquilo com toda a força que seu coração lhe permitia. Eis então que ela inicia, de fato, seu relato.

Dentro de seu ventre carregava aquilo que representava um amor impossível de ser vivido. Mas, por uma ironia do destino, em uma bela noite de inverno, de repente sentiu algo escorrer por suas pernas e sua calça já aparentava o sangramento. O constrangimento existia, sim, justamente por estar em um ambiente público, mais especificamente no ônibus, voltando para casa depois de um dia exaustivo. Mas o que mais lhe doía era que ela não entendia o que estava lhe acontecendo, até então. Tudo poderia ter acontecido diferente.

Ainda dentro da lotação naquela noite, sentiu a vergonha por alguns adolescentes a zombarem. Mas ainda há pessoas de bom coração presentes no mundo e que ao ver como ela estava, vieram e lhe perguntaram se estava tudo bem e se precisava de ajuda. Uma senhora deu o lugar para ela se sentar. Conforme escutava seu relato, tentava deslumbrar meu olhar onisciente da situação.

Após descer do transporte público, foi caminhando até a sua casa, com fraqueza nas pernas e sua visão escurecia pouco a pouco. Ali estava perto de iniciar sua grande angústia. “Assim que cheguei em casa fui até o banheiro e procurar entender o que me ocorria. Não pensei em nada no momento, somente no meu filho! Eu estava sozinha, não tinha a quem recorrer. Cada pontada de dor que sentia era como se meu filho tivesse me falando, me salva mamãe. Mas em prantos contidos não conseguia nem me levantar do chão do banheiro”.

Quis parar a nossa conversa por aqui, mas ela não quis. Ela desejava terminar a conversa para ver se assim se sentia mais aliviada. “Eu senti muita raiva de mim. Ali, no chão, sem forças para me levantar e fazer algo pela minha felicidade e a do meu filho (que Deus o tenha em seus braços, meu eterno anjinho). Não estava com raiva da morte, mas estava com raiva de tudo aquilo que projetei naquela gestação e que fora interrompida sem nenhuma explicação”.

O luto existia em seus olhos, em seus gestos e em toda aquela situação que nos envolvia. “Eu não sei dizer se estou de luto. Mas preciso desse luto, preciso desse momento meu e do meu filho. É bom poder partilhar com você toda esta situação, independente de julgamentos ou qualquer coisa parecida. Mas é que minha dor transformada em luto é algo que é só meu, que só eu entendo e que preciso sentir”.

Segundo o relato, a jovem foi procurar ajuda médica no dia posterior. Ao constatar que estava grávida mesmo e que havia sofrido um aborto espontâneo, de repente sentiu uma dor, um vazio dentro de seu peito e que nem soube colocar em palavras. “A grande decepção da minha vida chegou, um peso, a tristeza, o medo de culpa tomou conta de mim naquele exato momento em que a médica soltou as palavras ‘Você sofreu um aborto espontâneo, minha querida’. Eu não sabia se eu chorava, se eu gritava ou se eu simplesmente me calava e engolia toda aquela angústia. E foi por ali mesmo que procurei todas os meios que deveria seguir para que esse processo doloroso, principalmente agora no meu psicológico, chegasse ao fim”.

Depois de todos os procedimentos feitos, a jovem relata que voltou para casa. Ali, em cada canto, agora com a luz do dia, enxergava a dor que passara sozinha naquela noite fria de inverno. Tudo lhe trazia à tona seus momentos dolorosos e de grande desespero. “Não acredito que eu vá esquecer o que me aconteceu, mas pretendo e com a graça de Deus, vou superar isso tudo. A dor é grande, mas minha fé em Deus é maior! Se esta foi a vontade d’Ele para a minha vida neste momento…”. E mais uma lágrima de vida escorreu por seu rosto, caindo bem na altura de seu coração. Com o término de nossa conversa, senti que seu semblante fora que nem aquela lágrima, um ato simbólico da vida implorando por mais uma chance.

 

Relatado por Lívia Catanho

“Nunca, antes, na história deste país…”

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Filhos espancando e matando seus pais, pais abandonando seus filhos recém-nascidos dentro de sacolas ou em meio ao lixo, dezenas de mulheres bonitas e inocentes, sendo assassinadas por seus companheiros, tragédias em família traduzidas  por mortes passionais, a fome e a miséria em grande escala, desastres ambientais, como deslizamentos de terra, alagamentos, vulcões em ação, tempestades de neve, entre outras. Este é o mundo ‘anormal’ em que estamos vivendo.

No entanto, o que podemos julgar como anormal? Diante de todas as catástrofes que acompanhamos diariamente nos noticiários do mundo todo, não sabemos mais nem o que julgar o que é anormal ou o que é normal. Para os mais crentes, julgariam como o advento do Juízo Final e para os mais críticos, tudo o que vem ocorrendo, são consequências daquilo que o homem cultivou com suas ações de destruição durante anos, seja por sua ganância ou por sua ignorância.

O que podemos julgar como normal é viver sobre suas próprias perspectivas futuras sem se importar com o que mundo descreve em sua esfera de (a)normalidades. Nossas ações não podem ser deixadas para serem realizadas de acordo com aquilo que autoridades julgam ser certo ou errado. As leis estão aí para serem cumpridas sim, mas porque isso só tem valor sobre uma parcela da população?

Pois vejamos. Cerca de uma semana atrás, tivemos a aprovação no Congresso Nacional do aumento do salário mínimo para o exorbitante valor de R$545,00 (sinta a ironia) . Esse foi o primeiro desafio da presidente Dilma Roussef em seu governo. O próximo, provavelmente será a volta ou não da CPMF. Em entrevista à Ana Maria Braga em seu programa na Rede Globo de Televisão hoje pela manhã, a presidente afirmou, com suas ‘belas palavras sábias’. “Olha Ana Maria, eu acho (como sempre, desde sua campanha presidencial, ela sempre acha; uma presidenta não pode ficar no ‘achismo’) que esta conversa está feita da forma errada. Pra gente saber se precisa ou não precisa de CPMF, ou se precisa ou não precisa de qualquer outra coisa, a gente precisa saber pra quê…”. Ah, desculpe interrompê-la aqui, cara presidente, mas a senhora acha que a carência a qual encontra-se grande parte dos brasileiros neste momento, quer saber de suas teorias? Ainda mais com o absurdo dos reajustes salariais se compararmos o dos políticos com o SM? E a senhora sabe ‘pra quê’ a população precisa de um salário digno? A senhora sabe ‘pra quê’ a população luta por justiça?

Sinceramente, esperava mais de Dilma Roussef, assim como retratei aqui antes das eleições, por apostar em um governo bom, caso fosse eleita uma mulher. Mas ela e sua ‘corja’, continuará no poder por mais 4 anos, quiçá até 8 anos, se partirmos da possibilidade de uma parcela da poupulação reelegê-la, os quais se contentam com as bolsas-auxílios que compram seus votos. De nada adiantam as medidas paliativas, se o Governo Federal não tomar vergonha na cara e partir para medidas dráticas de cortes, por exemplo, na folha de pagamento do governo, ao invés de trazer mais impostos para a população.

Mas, se no fim disso tudo constatar que estamos em um mundo normal, resultado de anos de ações mal pensadas, prefiro julgar-me anormal e viver sobre a minha esfera de anormalidades.

Lívia Catanho

O sol nasceu para todas…

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O mundo vem sofrendo uma grande revolução em diversos âmbitos e que, por vezes, nem paramos para analisar as coisas que acontecem. A conquista da mulher por um lugar de destaque na sociedade é uma das mudanças gradativas vivida num meio social capitalista que se consolidou no decorrer dos anos.

Com as conquistas, eis que chegamos no Brasil, século XXI, mais precisamente no ano de 2010, onde temos referência a duas mulheres candidatas à presidência da República Federativa do Brasil. Nada teríamos a acrescentar neste artigo se não considerássemos a mulher como um ser social. Visto que esta se encaixa neste parâmetro, devemos, sim, trazer à tona a sua vontade de liderar e, independente de segundas intenções, o desejo de melhorar um país.

Os nomes de referência nesta discussão durante este ano eleitoral serão Marina Silva (PV) e Dilma Roussef (PT), candidatas que se declaram capazes de dirigir o país e proporcionar às brasileiras um sentimento de capacidade em ultrapassar fronteiras impostas culturalmente.

A conquista do direito de voto foi árdua e progressiva, como em outros países, mas que valeu a pena. No Brasil, somente no ano de 1932, este direito foi conquistado, mas que não significou uma conquista em todos os âmbitos. Poderíamos dizer que, efetivamente, este direito está sendo conquistado até os dias de hoje.

A caracterização do reconhecimento pela sociedade da inserção das mulheres no meio político, está na lei que foi criada com o intuito de garantir que 30% das vagas cedidas aos partidos políticos pertençam às mulheres. Mas, mesmo assim, muitos partidos não cumprem com a lei ou então simplesmente não conseguem atingir o patamar de 30% de suas vagas. No ano de 2006, por exemplo, elas não passaram dos 14% às vagas eletivas no Brasil.

A participação feminina em cargos políticos é de extrema importância para um país que busca visibilidade mundial. E visto que cerca de 51,5% dos eleitores no Brasil sejam mulheres, segundo o IBGE, esta percepção da “mulher política” torna-se urgente. Sendo assim, já conquistamos alguma coisa, com números que apontam 3 governadoras, 4 senadoras, 46 deputadas federais e 123 estaduais.

Com maior abrangência, chegando à América Latina, encontramos Michelle Bachelet a primeira presidente mulher do Chile e da América do Sul, eleita no ano de 2006. E em 2007, Cristina Kirchner é eleita presidente da Argentina. Mesmo com estas conquistas, ainda temos muitos objetivos a alcançar, pois o preconceito ainda está impregnado em muitas pessoas, tanto homens quanto mulheres.

Algumas questões surgem: será que o Brasil está pronto para eleger uma mulher presidente? Será que há alguma mulher capaz de dirigir um país como o nosso? Sendo a mulher um ser social e, porque não caracterizá-la como um ser político, as indagações são facilmente respondidas. Barreiras sócio-culturais e tabus políticos seriam quebrados por completo com este espaço no cenário político brasileiro, visto que o Brasil encontra-se atrasado em relação a outros países, até mesmo aos nossos vizinhos, os quais já ultrapassaram o limiar da ignorância para um nível de capacidade máxima de inteligência.

Lívia Catanho

Muito além do diploma

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Quantas vezes já escutamos, nós, estudantes de jornalismo, críticas a respeito de alguns “profissionais” da nossa área e que, então, generalizam a classe dos trabalhadores.

Mas, infelizmente as coisas são assim mesmo. Tudo é generalizado pelo simples método de se acusar alguém na crítica pela crítica. Podemos acusar um buffet por uma comida ruim, quando na verdade quem errou na receita foi um cozinheiro somente; assim como podemos acusar um político pela atual situação vergonhosa vivida pela politicalha que predomina no Brasil.

É fácil apontar o erro dos outros e condenar. O difícil é ser esse outro.

Acredito ainda na possibilidade de se fazer um Brasil justo, sério, que não se acusa só por acusar. Não faltam políticas públicas, faltam políticos para o público; não faltam pessoas que deem a cara pra bater pelo bem do povo, falta vergonha na cara de quem ganha e que deveria servir o povo.

No entanto, é mais fácil calar a voz de quem tenta denunciar. Não conseguiram nos calar. Usarei até o slogan de uma grande empresa brasileira: “O DESAFIO É A NOSSA ENERGIA”.

Somos pessoas que acreditam que a humanidade caminha pra frente. Parece até um discurso idealista, e não realista. Mas antes das coisas se realizarem, devemos mesmo idealizar. Afinal, a realidade já é muito dura.

 Lívia B. C.

 

Não Jorzinheiros e nem Politiqueiros; mas, JORNALISTAS!!!

Não Jorzinheiros e nem Politiqueiros; mas, JORNALISTAS!!!