Aquela casa no campo… Ouço os pássaros revoarem entre as folhas das inúmeras árvores que compõe o jardim. E ainda, escuto o rio que passa ali perto.

Uma calmaria sem fim.

Feche os olhos. Sinta essa brisa comigo. Se você se esforçar um pouco mais conseguirá ouvir os pássaros também. Nossa, que brisa… Que calmaria.

A porta da casa está entreaberta… E agora, consigo ouvir trovoadas. Acho que o tempo está fechando. São trovões ao longe, mas ainda assim, com toda a sensibilidade natural que me advém, já posso sentir o cheiro de terra molhada ao longe. E basta alguns minutos…

Três, dois, um… Escuto as primeiras gotas caírem. Uma chuva fina cai sobre meu telhado e a brisa continua a entrar. Pego minha coberta e fecho os olhos… O cheiro de terra molhada, a leve brisa e o barulho da chuva me remetem a lembranças e desejos. São tempos que não voltam, mas a memória nos ajuda a reviver. E esta monotonia de pensamentos me leva a adormecer…

Três, dois, um… A minha casa no campo!

Lívia Catanho