Tic Tac… TAC TIC?! A bomba-relógio intitulada tempo!

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Olho para o meu relógio e os ponteiros não param. Por mais que a pilha se enfraqueça, ele não para. Sei que um dia vai parar, mas enquanto isso não acontece vejo a vida passar.

É tão sutil a nossa existência neste mundo. Há pouco, éramos crianças, brincávamos de boneca, íamos no parque com nossos amigos e pais, não tínhamos vergonha dos mesmos quando faziam um gesto de carinho em público, nos divertíamos de acordo com aquilo que a nossa imaginação inventava para novas bricadeiras.

Brincar na rua… Ai, ai… Isso era sinônimo de diversão certa. Subir em árvores, pular corda ou amarelinha, rodar pião, jogar bola queimada ou então batata quente, passar anel, telefone sem fio, elefantinho colorido, colecionar e brincar com bolinhas de gude, construir e soltar a própria pipa, estas eram as brincadeiras que estavam mais constantes em nosso dia a dia. O diálogo era composto de duas pessoas, sem aparelhos eletrônicos para intermediar. Não que a tecnologia não auxilie na comunicação interpessoal e na aproximação de pessoas. Mas vamos convir, que muitas vezes as ferramentas da comunicação afastam o convívio das pessoas, afastando-as, assim, de alguma forma.

Nos estudos, fazíamos exaustivas, mas sábias buscas nas grandes enciclopédias, entre elas, a mais conhecida foi a Barsa. Alguns de nossos pais faziam até um sacrifício financeiro para tê-las em casa com o intuito de auxiliar seus filhos nos estudos. Já que estamos no ramo da educação, vamos relembrar também do papel almaço. Ah, nosso querido papel almaço, companheiro de todos os trabalhos e calos gerados por páginas e mais páginas escritas a punho e que nos faziam aprender o verdadeiro significado do aprendizado. Mas quando o trabalho era um pouco mais elaborado e exigia um pouco mais de dedicação, tínhamos os cartazes para fazer. Quantas tardes, nos reuníamos em casas dos amigos para desenhar cartazes impecáveis para uma apresentação mais impecável ainda para a querida professora… E no meio disso tudo? Ah, sempre tinha a mamãe da amiguinha que fazia um delicioso e suculento café da tarde com todas as guloseimas que tu pode imaginar.

Naquele tempo, sei que isso é coisa de velho, mas digo e repito… ‘Naquele tempo’, os ponteiros também não paravam até que a pilha se esgotasse, mas parece que ele passava mais devagar. Será que os minutos se estreitaram? Ou será que o ser humano está desaprendendo a viver com o advento da tecnologia?

As variadas brincadeiras foram substituídas pelo computador com o surgimento, principalmente das redes sociais, prendendo a atenção de crianças e adolescentes a máquinas. As pesquisas baseiam-se no ‘ctrl+c’ e ‘ctrl+v’. Mas e o aprendizado e a educação, onde ficam? Certa resposta! Em segundo plano. As reuniõezinhas em casa para fazer os trabalhos, não acontecem com tanta frequência, primeiro porque temos os bate-papos via internet para resolvermos pequenos entraves e segundo porque já não há mais tantas mamães com tempo livre para supervisionar as crianças em casa e fazer aquele saboroso lanchinho da tarde.

Maquiagem, salto alto, roupas um tanto quanto vulgares e conversas sobre sexo… Tudo isso era coisa de adulto. Bons tempos aqueles em que a única preocupação de ser criança era apenas em ser criança.

Lívia Catanho

Mais que Palavras… SONS & PENSAMENTOS

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O maior clichê de alguém que tem um blog é iniciar um texto assim…

Depois de algum tempo sem postar, resolvi voltar a escrever… Mas não é simples assim, “Resolvi voltar a escrever”.

Escrever é bem mais do que você tirar um tempo de seu precioso dia, sentar-se e tentar achar alguma inspiração para colocar as palavras em ordem e definitivamente escrever um texto.

As palavras não dizem por si só. Elas precisam da existência de uma alma e de mãos habilidosas para serem postas à mesa, ou melhor, no papel.

O maior desafio de um escritor é ver-se diante de uma página em branco. De onde fluem as ideias, de onde surgem as várias linhas escritas? Eu lhes digo uma coisa, elas surgem das entrelinhas do pensamento. Uma alma quando está inquieta, ela se sente prazerosa em escrever. Não há como compartilhar a dor de um coração com alguém, a angústia de uma existência mais do que você e o papel.

A interação alma versus folha em branco é tão grande quanto a existência do ar para um ser vivo continuar com vida. O desafio da folha em branco torna-se um ritual religioso, onde a alma esvai-se do corpo e vai para um lugar longínquo sem saber onde vai parar e sem vontade de voltar.

Logo, não me senti simplesmente na obrigação de voltar a alimentar “um blog”. Mas senti a necessidade de voltar a ter uma experiência em que a sensação da escrita proporciona aos amantes desta prática e que realmente entendem o verdadeiro sentido da arte dos pensamentos e dos sons.

Seja Bem Vindo novamente!

Lívia Catanho