O mundo vem sofrendo uma grande revolução em diversos âmbitos e que, por vezes, nem paramos para analisar as coisas que acontecem. A conquista da mulher por um lugar de destaque na sociedade é uma das mudanças gradativas vivida num meio social capitalista que se consolidou no decorrer dos anos.

Com as conquistas, eis que chegamos no Brasil, século XXI, mais precisamente no ano de 2010, onde temos referência a duas mulheres candidatas à presidência da República Federativa do Brasil. Nada teríamos a acrescentar neste artigo se não considerássemos a mulher como um ser social. Visto que esta se encaixa neste parâmetro, devemos, sim, trazer à tona a sua vontade de liderar e, independente de segundas intenções, o desejo de melhorar um país.

Os nomes de referência nesta discussão durante este ano eleitoral serão Marina Silva (PV) e Dilma Roussef (PT), candidatas que se declaram capazes de dirigir o país e proporcionar às brasileiras um sentimento de capacidade em ultrapassar fronteiras impostas culturalmente.

A conquista do direito de voto foi árdua e progressiva, como em outros países, mas que valeu a pena. No Brasil, somente no ano de 1932, este direito foi conquistado, mas que não significou uma conquista em todos os âmbitos. Poderíamos dizer que, efetivamente, este direito está sendo conquistado até os dias de hoje.

A caracterização do reconhecimento pela sociedade da inserção das mulheres no meio político, está na lei que foi criada com o intuito de garantir que 30% das vagas cedidas aos partidos políticos pertençam às mulheres. Mas, mesmo assim, muitos partidos não cumprem com a lei ou então simplesmente não conseguem atingir o patamar de 30% de suas vagas. No ano de 2006, por exemplo, elas não passaram dos 14% às vagas eletivas no Brasil.

A participação feminina em cargos políticos é de extrema importância para um país que busca visibilidade mundial. E visto que cerca de 51,5% dos eleitores no Brasil sejam mulheres, segundo o IBGE, esta percepção da “mulher política” torna-se urgente. Sendo assim, já conquistamos alguma coisa, com números que apontam 3 governadoras, 4 senadoras, 46 deputadas federais e 123 estaduais.

Com maior abrangência, chegando à América Latina, encontramos Michelle Bachelet a primeira presidente mulher do Chile e da América do Sul, eleita no ano de 2006. E em 2007, Cristina Kirchner é eleita presidente da Argentina. Mesmo com estas conquistas, ainda temos muitos objetivos a alcançar, pois o preconceito ainda está impregnado em muitas pessoas, tanto homens quanto mulheres.

Algumas questões surgem: será que o Brasil está pronto para eleger uma mulher presidente? Será que há alguma mulher capaz de dirigir um país como o nosso? Sendo a mulher um ser social e, porque não caracterizá-la como um ser político, as indagações são facilmente respondidas. Barreiras sócio-culturais e tabus políticos seriam quebrados por completo com este espaço no cenário político brasileiro, visto que o Brasil encontra-se atrasado em relação a outros países, até mesmo aos nossos vizinhos, os quais já ultrapassaram o limiar da ignorância para um nível de capacidade máxima de inteligência.

Lívia Catanho

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